Botão do Pânico protege mulheres com medida protetiva e funciona integrado no Amapá
02/04/2026
(Foto: Reprodução) Botão do pânico protege mulheres com medida protetiva e funciona integrado às tornozeleiras no Amapá.
Polícia Penal/Divulgação
O botão do pânico está disponível há três anos em Macapá (AP) e é usado exclusivamente por mulheres que possuem medida protetiva contra violência doméstica. O recurso é acionado em situações de risco e funciona conectado à tornozeleira eletrônica do agressor, permitindo o monitoramento em tempo real por GPS.
O sistema é operado pela Central de Monitoramento Eletrônico (CME), unidade do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça
Recurso restrito a mulheres com medida protetiva
O botão do pânico é um recurso acionado em situações de risco. Ele é concedido pela polícia exclusivamente a mulheres que possuem medida protetiva contra violência doméstica.
A ativação depende de decisão judicial, após a vítima procurar uma delegacia especializada e solicitar a medida.
Policiais penais acompanham os dados em regime de plantão 24 horas. A ativação depende de decisão judicial, após a vítima procurar uma delegacia especializada e solicitar a medida protetiva.
Segundo a Polícia Penal do Amapá, atualmente cerca de 900 pessoas estão sendo monitoradas em todo o estado, incluindo casos de violência doméstica e outros crimes. A maior demanda está em Macapá e Santana.
Dispositivos de proteção preventiva (botão do pânico)
Macapá: 70
Santana: 17
Laranjal do Jari: 2
Amapá: 1
Oiapoque: 1
Tornozeleiras vinculadas a medidas protetivas:
Macapá: 62
Santana: 26
Laranjal do Jari: 5
Itaubal: 2
Amapá: 1
Calçoene: 1
Mazagão: 1
Oiapoque: 1
Pracuúba: 1
Tartarugalzinho: 1
O sistema garante resposta rápida em casos de violação da medida protetiva. Quando o agressor se aproxima da vítima, a central detecta a movimentação em tempo real e aciona imediatamente o apoio policial.
LEIA MAIS:
Quatro mulheres foram mortas em menos de 15 dias no Amapá: o que se sabe e o que os casos têm em comum
Amapá lidera casos de violência sexual contra adolescentes de 13 a 17 anos, aponta pesquisa
A policial penal Valdirene Amorim explica que o tempo de resposta é imediato. Ela acrescenta que, nesses casos, as medidas são tomadas rapidamente.
“O botão pode ser acionado quando a vítima se sentir em perigo. Se o agressor estiver com tornozeleira, os dois dispositivos se conectam e a central detecta a violação em tempo real. Dependendo da situação, o agressor pode ser recolhido ao Iapen”, disse.
Além do monitoramento, o CME realiza ações educativas em escolas e rodas de conversa com homens e mulheres.
O objetivo é estimular a reflexão sobre relacionamentos abusivos e incentivar denúncias. A Polícia Penal reforça que denunciar é uma forma de proteção e que a educação preventiva também faz parte da segurança pública.
Mulher foi assassinada a facadas na Ilha de Santana
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
VÍDEOS com as notícias do Amapá: