Começa julgamento dos acusados de matar 10 pessoas da mesma família, há 3 anos, na maior chacina do Distrito Federal
14/04/2026
(Foto: Reprodução) Começa no DF julgamento dos acusados de matar dez pessoas da mesma família
Começou nesta segunda-feira (13) o julgamento dos acusados de matar dez pessoas da mesma família três anos atrás. Foi a maior chacina já registrada no Distrito Federal.
Parentes das vítimas chegaram cedo ao Fórum de Planaltina para acompanhar a sessão.
"Eu acho que deveria ter acelerado mais o processo. Espero que se faça justiça, que ponha todos atrás da grade e que paguem pelo que fizeram”, diz Ismael da Silva Rocha, irmão de uma das vítimas.
O Ministério Público apontou cinco autores da chacina, que estão presos desde 2023:
Gideon Batista de Menezes;
Horácio Carlos Ferreira Barbosa;
Carlomam dos Santos Nogueira;
Fabrício Silva Canhedo;
Carlos Henrique Alves da Silva.
Eles respondem por homicídio qualificado, extorsão, roubo, sequestro e ocultação de cadáver. Segundo a Polícia Civil, o grupo planejou por meses a morte dos dez integrantes da mesma família. A investigação indica que a intenção era matar o dono de uma chácara e os possíveis herdeiros, para tomar posse do imóvel e depois vendê-lo.
Começa julgamento dos acusados de matar 10 pessoas da mesma família, há 3 anos, na maior chacina do Distrito Federal
Jornal Nacional/ Reprodução
A área verde de 20 mil m² fica a 40 km do centro de Brasília. Os investigadores concluíram que Marcos Antônio Lopes de Oliveira, patriarca da família, foi a primeira vítima, em dezembro de 2022. Ele foi morto e enterrado na casa usada como cativeiro. Para obter dados pessoais, contas e senhas, os acusados mantiveram algumas das vítimas amarradas e vendadas. Elas foram mortas dias depois. Seis corpos apareceram carbonizados em dois carros em rodovias de Minas Gerais e de Goiás. Outras três vítimas foram encontradas em uma cisterna.
"Nós acreditamos que existe um conjunto probatório robusto, um conjunto probatório firme. A autoria delitiva de todos os acusados está evidenciada de forma muito segura, bem como a materialidade dos crimes”, afirma João Darcs, advogado da família das vítimas.
As defesas de Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira negam as acusações. A de Carlos Henrique Alves da Silva disse que vai se manifestar em plenário. As demais defesas não se pronunciaram. A expectativa é de que o julgamento só termine na semana que vem.
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